É a sigla em inglês para papiloma vírus humano, que provoca lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e regridem espontaneamente. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.
HPV é o nome de um grupo que inclui mais de 100 tipos de vírus. Alguns apresentam potencial cancerígeno maior do que outros.
Existem cerca de 100 tipos diferentes de HPV, dos quais aproximadamente 35 infectam genitais e ânus. Desses, aproximadamente 15 são considerados oncogênicos, isto é, relacionados ao câncer do colo do útero.
Estudos no mundo comprovam que a maioria das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.
A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.
As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como “crista de galo”. Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.
O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.
As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame preventivo de Papanicolau. O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.
A maioria das infecções não apresenta sintomas e são de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.
Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.
Número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).
Foi criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes com risco de desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero.
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.
Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período.
Não. A vacina aprovada para uso no Brasil protege contra os tipos mais comuns, ou seja, HPV 6 e 11 (não-oncogênicos) e HPV 16 e 18 (oncogênicos).
O efeito adverso mais comum é dor no local da injeção. A pessoa pode apresentar também dor de cabeça e uma febrícula nas primeiras 48 horas.
A vacina foi inicialmente aprovada para aplicação em meninas na faixa etária entre 9 e 26 anos. Como os estudos demonstraram melhores índices de proteção na população que não foi previamente infectada pelo HPV, as principais beneficiadas com a vacinação são as meninas que ainda não iniciaram ou estão no início da sua atividade sexual. No entanto, outras mulheres também podem utilizar a vacina.
Os exames preventivos devem ser realizados normalmente, pois a vacina não protege contra todos os tipos de HPV.
Publicado em fev/2011
Fontes:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=327
www.einstein.br
(11)3849-8979